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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Dia Internacional de Sensibilização para a Prematuridade

Todos os anos, nesta data, relembro a minha história e a de muitas outras que acompanhei, há 4 anos e meio...
Fica aqui um abraço de força e esperança para todos os pais que passam pela dura prova de terem um filho prematuro. Acreditem que tudo melhora! E, se precisarem, podem contatar-me pelo mail crenteoptimista@gmail.com

E, para relembrar também casos de sucesso (que nunca cheguei a ver em jornal, como aparecem outros), o caso da bebé milagre que vi nascer com 25 semanas de gestação e 420gramas de peso (quando emagreceu foi às 360gr), que nasceu 3 semanas depois do Mr nascer.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Já que tenho psicólogas a lerem-me

e futuras juízes também...
Ontem foi dia do Mister ir para o pai. Eu estava presente que tinha coisas para lhe entregar. Porque de outra maneira estou "proibida" pela juíza de estar lá.
Como cheguei primeiro, trouxe-o para a porta da escola, pois liguei ao pai e ele disse estar mesmo a chegar. Quando estávamos à porta e ele chegou, o Mister escondeu-se atrás de mim. achei eu, na altura, que era por brincadeira. Como demorou a sair, o pai acabou por se meter com ele e pegar-lhe ao colo. Explicou-lhe que tinham de ir, para não se atrasarem, pois tinham uma festa de aniversário. O Mister pega-lhe na cara, olhos nos olhos e diz-lhe:
- (nome próprio), não que'o i'! Não gosto da tua casa. Que'o fica' cá.
Muito sério, sem gritar.

Será isto normal?

Ainda há poucos dias, numa véspera de viagem para casa do pai, relembrei-o que era fim de semana de ir para casa do pai. Vou tentar exemplificar o diálogo:
Eu - Mister, amanhã é dia de ir para o pai. Temos de preparar as coisas quando chegarmos a casa (estavamos no carro).
Mister - Eu não que'o i'. Po'que tenho de i'?
Eu - Filhote: há dias que passas comigo e outros que passas com o pai. Gostamos de ti e queremos todos estar contigo.
Mr - E po'que tenho de i'? Não posso fica'?
Eu - Não... Foi uma senhora que mandou e temos de obedecer se não ela fica chateada.
Mr - E onde está essa senho'a?
Eu - No tribunal.
Mr - Então vamos lá pa'a eu fala' com ela, está bem?

Eu disse que sim, que ia ver onde era e disfarcei. Ao fim de quase um ano de fins de semana, pensei que ele gostasse de ir. E houve, realmente, uma fase em que ficava entusiasmado. Agora vai contrariado e faz imensas perguntas sobre o ir e o não poder ficar. Eu sei que não adianta levá-lo ao tribunal. Ainda nem 4 anos tem e não ligam para o que diga. Já para não dizer que ainda corro o risco de dizerem que sou eu que lhe "faço" a cabeça. Conselhos?

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Conversas com o Mister

Crente - Então? Hoje acordaste tão cedo... ainda era de noite...
Mister - Sim...
C - Então porquê?
M - Aco'dei e fiquei um pequenininho assustado...
C - Sim...
M - Depois pus-me a pensa'... e pensei... e pensei... e pensei... e pensei... e pensei... e pensei e disse "vou pa'a cama da mamã!" e fui.
C - Mas estavas assustado porquê, filhote?
M - Estava com um pouco de medo...
C - Medo de quê? Não lemos a história que explica que não há monstros?
M - Sim, mas estava com medo das a'anhas... (das quais eu, Crente, me confesso: sofro de aracnofobia mas tenho conseguido portar-me bem na frente dele...)
C - E lá é preciso ter medo da aranhas? (a fazer-me de forte)
M - Ah pois. Não e'am a'anhas. Tinha medo dos bichos que são pequeninos e tão pequeninos que são invisíveis.
C - Os micróbios?
M - Não, não são os mic'óbios... São out'os que depois fazem um ninho e nascem umas cob'as.
C - Mas não há cobras lá em casa. E, se houvesse, o gato comia. Os gatos comem cobras. (uma mentirinha por boa causa não faz mal... pois, não?)
M - Mas são muito g'aaaaaandes!
C - O gato também é muito grande e muito mau com as cobras!
M - Também come á'vo'es (árvores)?
C - Árvores? Para quê comer árvores? As árvores não se comem! As árvores têm de ser bem tratadas que são muito bonitas e precisamos delas... (e não, ainda não expliquei o que é a lenha...)
M - Mas há homens que pegam assim nuns ma'telos e co'tam as á'vo'es, nas que estão est'agadas. Assim PUM-PUM e elas caem Puuuuuummmm!
C - É... mas só nas estragadas...
M - E quando ace'tam em pessoas é como o moche!
C - Como o quê?
M - O moche! É quando as pessoas saltam pa'a cima umas das out'as!
C - Pois... quem é que te disse isso?
M - O *inserir nome próprio do pai*.
C - Ok... mas as árvores não fazem moches. Nem as crianças, está bem? Isso é só os adultos e é a brincar. Mas é preciso ter muito cuidado que depois podem se magoar.
M - Pois.

Não me lembro do resto, que o miúdo muda de assunto muito depressa. Ainda se falou dos gatos que não se podem fazer festas, do frio e da chuva, do "logo não quero ir para casa do **" e afins.
Mas há que louvar a imaginação do Mister! Alguns diálogos, como este, fazem-me encher de orgulho :)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Tiradas do Mr.X

De manhã, depois de escolhida e vestida a fatiota:
Mr - Oh mãe, 'tou xi'o? (giro)
Crente - Estás fabuloso! 5...
Mr - Est'elas!
Crente - Exactamente...
Mr - E achas que as meninas vão dize': uhuuuhhuuu sexy?
Crente - Só não dizem se não souberem falar ou precisarem de óculos. Mas eu digo filho! Tu estás uhuuuhhuuu sexy!
E ele ri-se. Não percebe metade dos conceitos mas ri-se. E rimo-nos juntos e isso sabe-nos bem...
Mr - Hoje podemos esquecé-nos da bata em casa pufavô?
Crente - Claro... se a professora perguntar diz que fui eu que me esqueci.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Este post ficou guardado e foi publicado em automático

Foi escrito dia 27 de 10, à tarde.
Não me quis confessar antes. Receio de agoirar. O tal do Karma (aquele que o Prezado pôs de lado no prato - cada um come o que gosta e deixa ficar o resto - e eu respeito).
Às 14h30, estou eu no Tribunal de Família. A audiência que espero desde Março é agora. A quem acompanhou parte disto: torçam por mim agora. Aos outros: torçam por mim agora. É agora. Está a ser agora. Daqui a pouco sairei daqui e não sei como estarei. Quero sair daqui feliz. Quero sair daqui com a convicção que a vida do meu Mister será agora mais fácil. Quero sair daqui com a guarda do filho que sempre criei. Quero que não o obriguem a tantas viagens como aquelas que fez até aqui. Contei os quilómetros. Aproximadamente 13300. Em cerca de 7 meses. Nem o meu carro fez tantos no mesmo tempo. E ele tem apenas 3 anos e meio. Não acho justo, nem acho que seja no "superior interesse do menor".
Quando puder venho aqui e postarei o resultado. Espero que um feliz. Para o Mister. Porque eu lá me vou habituando ao que tiver que ser. Nem que seja a contar quilómetros.
Torçam por mim, torçam pelo Mister. Ele, mais que qualquer um dos adultos, merece ser feliz e ter uma infância o mais normal possível.

Obrigada

Hoje é dia de me ajudarem a mim

A partir das 14h30. Torçam.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Alienação parental

Esta merda dá para provar? Ontem tive de ter uma conversa com o filhote. Tudo começou com uma conversa que, ao fim de 5 minutos, já estava percebida. Ora ele não tinha percebido. Além do mais, com 3 anos, há muita coisa que não se percebe. Resume-se ao "o pai B disse".
Então, que foi que ele disse, perguntam vocês.
Disse:
"a mãe não gosta de ti"
"o comandante não é teu pai e não gosta de ti"
"quando não estás fico muito triste"
"não podes ir para casa da mãe porque ela não quer"
"a mãe não tem saudades tuas porque não está sozinha, está com o comandante"

Nem digo o resto, que não vale a pena.

Lá expliquei e tentei dar a volta da melhor maneira. Que o pai B estava a brincar. Expliquei que ele pode gostar da mãe e dos pais - sim, pais, porque ter dois pais é uma sorte. Que o Gepeto também não é mesmo pai do Pinóquio, mas que mesmo assim gostam muito um do outro e o Pinóquio o chama de pai. E que todos nós gostamos dele igual. Que pode estar uns dias em casa da mãe e outros dias em casa do pai B - que assim estamos todos contentes e felizes. Que quando está lá. pode ver a avó e os tios. E quando está cá vê a outra avó e os outros tios. E perguntei-lhe se o pai B dizia coisas más da mãe - e disse-me que sim. Perguntei o contrário - disse-me que não. Então expliquei o que é mentir, já que anda na febre do Pinóquio.
Resposta:
- Se o papá B volta a dizer isso então vai-lhe crescer o nariz!
Vai filho, mas não faz mal. O papá B gosta muito de ti, mas às vezes distrai-se e diz coisas feias... Não fiques chateado com ele, não ligues... O pai B também está a crescer e a aprender...

Dá-me uma raiva! Queria era dizer-lhe "meu filho, o teu pai B é um f.... da p...! E quando cresceres vai quebrar-te o coração. E se tivesse dois dedinhos de testa via a merda que está a fazer e o mal que isso te faz.

Mas sorri. E fingi que está tudo bem... Não é justo.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

A infância

Lembro-me de ser pequena. Até me lembro de quando era ainda mais pequena do que isso. Tenho uma memória fora do normal para o passado distante. Embora seja difícil lembrar o que comi na semana passada... E às vezes também me esqueço do que tenho de fazer no dia corrente, mas enfim. A minha memória é selectiva.
Continuando, lembro-me de quando era pequena, mas já grande o suficiente para trepar às cerejeiras. Também me lembro de subir às figueiras, mas dessas desisti rápido. Subir é fácil, roubar os figos é fácil. Não sabia eu na altura que, depois de arrancar o figo, a p#$a da árvore "cuspia" uma seiva, ou nhanhã ou lá o que era, que dá uma comichão danada. Lição aprendida muito rapidamente.
Subir às pereiras também era giro, principalmente quando cada irmão escolhia uma árvore, que seria a sua nave espacial das próximas horas. Éramos 4. Durava o tempo que durassem as pêras, ainda pequenas... Sim, eram os tiros laser! Um dia descobriram-nos e acabou a brincadeira. As macieiras não eram tão giras, pois as maças magoavam mais que as pêras. Só aconselho as pereiras.
Vai daí, as cerejeiras é que era. Isso sim aconselho. Era subir de manhã e descer à noite. Pequeno-almoço, almoço, lanche e jantar: cerejas! Dia sim dia não. O dia "não" era passado no quarto de banho. Na altura não percebia porquê... Campeonatos de "quantos caroços consegues manter na boca enquanto comes cerejas" era obrigatório. Ganhei umas quantas vezes, sem contar com os que já tinha engolido! Era craque! E feliz...!
Guardo mais memórias de férias grandes inteiramente passadas nas aldeias (era a aldeia materna e a paterna). Memórias e marcas: até uma dentada de coelho ficou marcada no braço em lembrança de não tentar separar coelhos que estão à pancada - essa boa acção saiu-me cara. Também aprendi a não fazer amizades com galinhas, que desapareciam misteriosamente...
Enfim, uma infância bem cheia. Feliz. Com experiências que não se têm na cidade.
O que me custa é que as aldeias ainda estão lá. E o Mr. X podia ter tudo isto. Se não passasse tanto tempo longe e de um lado para o outro. Fico triste por não poder dar parte da minha infância ao meu filho.
É que não me custa quando a vida é me injusta. Custa-me é quando é injusta com ele.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

E não é que ganhámos?

Foi aqui o passatempo. O patrocinador foi a Petit Patapon.
Agora é esperar pelo prémio e enfeitar o Mr. X.
Sabem bem estes miminhos...!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Tenho uma dúvida

Algum de vocês, os 26 que me espreitam, pode dar uma ajudinha?
Vou finalmente ter a entrevista na Segurança Social sobre elaboração do relatório social, pedido pelo Tribunal devido ao processo da guarda do Mr. X. Pedem para levar documentos de despesas e receitas do agregado familiar. Sugestões e conselhos? O que levar, o que não levar? O que dizer, o que não dizer? O que valorizam e o que não interessa?
Obrigada desde já!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Tiradas do Mr.X

Ontem, a fazermos tempo para o banho, a brincar no terraço:
X - oh mãe oh mãe "maguei" fiz um dói dói...
Eu - Como é que fizeste isso?
X - Foste tu...
Eu - Eu?! O que é que eu fiz?
X - Eu caí e tu não "xuguaste"...

Faltava eu estar por perto. Ri-me mas depois entristeci. São muitas as vezes que está longe de mais e eu não posso estar lá para segurar. Além de que a vida lhe fará rasteiras muitas vezes e nem sempre poderei estar por perto. Ser mãe é dose!

Tiradas do Mr.X (former Pimpolho)

Por causa disto, lembrei-me do resto.
A minha gravidez foi curta. Mesmo assim, passados 3 anos, só quase lembro as partes boas.
Lembro-me muito bem do soluços do Mr.X, pois eram constantes. Li na altura uma explicação que dizia ser fruto dos treinos de respiração do bebé (vai-se a ver o puto era mesmo esperto: já sabia que ia nascer mais cedo e decidiu treinar a valer!!). Mas eram muitos e sempre! Ao início era giro... passado um tempo, cansava. Até de noite apareciam e acordavam-me.
Depois de nascer, continuava igual. E eu (e o resto da malta) lá lhe ia pregando uns sustitos para ajudar a passar. Sim, sou uma mãe desnaturada, mas soluços a mais também faz mal e sustos enrijecem um homem "carago".
O Mr.X tem agora 3 anos. E quando tem soluços faz sempre a mesma coisa:
- oh mamã, tou com xoluxos, Dá-me um xuxto!
E eu lá vou fazendo uns bus, tentando apanhá-lo distraído. Mas ele já nem pestaneja! Só vai respondendo "já paxou" ou "outa vez"... Somos pouco giros, somos!

terça-feira, 15 de junho de 2010

Ontem, depois do banho do Pimpolho,

diz-me ele que quer ir para a casa da Xpto (a mais recente aquisição do pai biológico). Que tem lá um quarto dele. Que não quer estar cá na nossa casa porque está zangado comigo porque eu não fico triste quando ele não está. E porque quando liga não falo com ele.

Ok. Em cima de tudo isto, nunca me ligaram quando lá o têm, para além de eu ter de ligar para quase toda a família (uma vez estive 10 minutos seguidos a ligar até me atender e ainda ouvi um "não ouvi o telefone a tocar...") para conseguir saber dele e falar com ele.

Acho que no final ainda vou ser eu a acusada de alienação parental, por ser uma anta que não fala mal do outro lado nem discute frente ao Pimpolho, para que ele não se aperceba nem fique baralhado. Por ser, creio eu, correcta, estou a ser penalizada. Ouvir estas palavras do Pimpolho dói. E demasiado. Dói não por achar que é ele a falar, mas por me pôr a pensar em todas as merdas que lhe tentam enfiar (e enfiam bastantes) na cabeça, sem se preocuparem com o nó mental que lhe provocam.

Para completar, a Xpto passa então a ter um papel importante na vida do meu filho. Por mim, se for responsável e carinhosa com ele, quem sou eu para me queixar. Mas! e há um MAS, a partir do momento que tem o meu filho na casa dela, à sua responsabilidade e coloca no Facebook às 15h30 "acordei agora e ainda estou de ressaca"... Oh meus amigos... Lá está o belo do Printscreen! Que se é para eu deitar fumo pelas orelhas e sentir o meu coração a fugir-me pela boca de cada vez que o miúdo vai embora, se é para ouvir as merdas que lhe enfiam na cabeça e ainda toda eu sorrir e brincar, se é para ser criticada e não criticar: eu faço tudo isso. Mas todas as belas das asneiras que eu vir: aponto, para mais tarde aproveitar.

E, para terminar, um aparte. 5ª feira passada foi dia de virem buscar o Pimpolho. A hora que está marcada: 16h00. Para que o miúdo chegue ao Sul a tempo de jantar, sentado à mesa e comida de gente. 5ª feira passada, feriado. Eram 16h estavam a sair de lá. Chegaram as 18h30. O pai B do meu Pimpolho, que tanto diz querer estar com ele por amor e não por troféu, num feriado, vem buscar o filho as 18h30, ao invés das 16h.

Eu hoje estou triste. Esta merda gasta-me. E ainda vamos no início...

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Tiradas do Pimpolho

No fim de semana passado...
P - Oh mãe, poxo i' regá o ja'dim pa matá as moscas e as mosquitas?
Eu - Os...
P - Max poxo i' matá os moscos e os mosquitos?
Eu - Podes... As moscas e os mosquitos.
P - E as mosquitas também?

Ok. Ganhaste.

Cheguei ao ponto

de pesar o pimpolho todas as semanas, na farmácia perto de casa. Desde que começou o festival das andanças Norte-Sul-Norte que demasiada gente me diz que ele está magrinho. Na 4ª feira passada foi a educadora dele que disse "Olhe que eu acho que ele está a ficar mais magrinho...".
Ele come bem, mas é preguiçoso. É uma batalha, que eu e o comandante vamos ganhando, com o "fica sentado", "presta atenção"... São refeições que só funcionam temperadas de histórias e estórias. Ainda bem que é trabalho de equipa, porque de outro modo não tinha mãos que chegassem, entre colheres e folhas de papel. Quando vem do fim de semana, vem com a manhas todas novamente: transforma a primeira refeição numa tortura, entre puxares de tosse e pseudo enjôos. Fico sempre a achar que não o fazem comer como deviam e sinto-me atada sem conseguir fazer nada para para proteger o pimpolho. Raio de justiça...

As férias foram em casa

mas foram de namoro. Eu, o Pimpolho e o Comandante. Felizes e descansados no nosso ninho. Por esta altura já o Pimpolho foi para longe, mais um fim de semana... As fotos acalmam-me as saudades, mas não a preocupação...

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Opinião precisa-se, entenda-se.

Isto pode parecer um bocado idiota, mas basta fingir-se estar dentro do contexto.
O meu advogado FP (filho da ...., entenda-se - no bom sentido, quando trabalha para nós e lixa com F os outros) diz-me para fazer o pai do pimpolho gastar dinheiro. Para ver se percebe que este esquema não é bom para ninguém, e perceber também que não tem condições para ter a guarda do filho (sim, ele pediu a guarda, mas não interessa). Gastar dinheiro nas viagens sul-norte-sul, entenda-se. Este fim de semana entro de férias. Queria ir passar o fim de semana à capital. E já que lá estava, passar mais uns dias e levar o pimpolho ao Zoo, por exemplo, visitar família que não o vê faz tempo. Mas isso significaria poupar o pai do pimpolho a uma viagem, poupar-lhe 100eur, entenda-se. Por outro lado, também demonstraria boa vontade da minha parte: o facto de indo a Lisboa disponibilizar-me para trazer o pimpolho, entenda-se. Isto nem sei se conta para alguma coisa frente à juíza. O advogado está de férias, logo, não lhe posso perguntar... E vocês, o que acham?

quinta-feira, 27 de maio de 2010

E às 17h, lá foi o pimpolho outra vez...

... epah, não me habituo. É que não é possível. O próximo que me disser que me habituo, queimo-lhe um dedo. Pela primeira vez. E nos dias seguintes vou repetindo. Depois acrescento que "se habitua".
E continuo a achar tão estúpido como desde que a juíza proferiu este esquema como o provisório para as visitas. Continua a fazer tanto sentido quanto as portagens nas Scut's. Não costumo escrever asneiras, mas já disse uma caralh... catrefada delas.

Consulta do Pimpolho

Está oficialmente ao nível dos outros. Isto é, percentil 50 sem ter de acertar os 3 meses de desconto.
Mas é um lingrinhas.
3 anos e 1 mês, 13.5 kg, 94 cm, 49.7cm perímetro cefálico (eu continuo a achar que é cabeçudo, mas deve ser por ter muita inteligência e ser preciso espaço para isso...).
Ainda assim, é um pimpolho saudável que me vai dando uma vida descansada (só umas laringites de quando em vez...).
Sou uma mãe orgulhosa!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Esta noite

Acordei com um "tumm" seguido de um choro. Pimpolho caiu da minha cama e acertou, pelo caminho, com a testa na esquina da mesa de cabeceira. Não abriu, fez daqueles buracos internos - está lá um buraco, com o belo desenho da esquina, mas não sangrou, pois não abriu. Tem aquela pisadura de sangue por baixo da pele.
A questão é: nem sabia que ele lá estava! O rapaz antes acordava, vinha até ao nosso quarto e pedia colo. Alguém acordava, obrigatoriamente, para o puxar para cima da cama e deitá-lo no meio. Agora já sobe sozinho, do alto dos seus 3 anos. E com a mesma facilidade com que sobe, também desce... Chorou pouco, como de costume. E passado meia-hora, quando nos arrastámos da cama, não se lembrava de nada. Só a mim é que me continua a doer a cabeça, como se tivesse sido eu a acertar na esquina, e o coração de mãe. Tenho de arranjar maneira de acordar quando ele trepa para a cama.