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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Tiradas do Mr. X - Como babar uma mãe

Depois de limpar com algodão e álcool o nome dele de um papel semi plástico (porque caí no erro de fazer o I em vez de um i):

Mr - Oh mãe, tu és tão esperta! Arranjas sempre solução para os meus problemas...

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Dia Internacional de Sensibilização para a Prematuridade

Todos os anos, nesta data, relembro a minha história e a de muitas outras que acompanhei, há 4 anos e meio...
Fica aqui um abraço de força e esperança para todos os pais que passam pela dura prova de terem um filho prematuro. Acreditem que tudo melhora! E, se precisarem, podem contatar-me pelo mail crenteoptimista@gmail.com

E, para relembrar também casos de sucesso (que nunca cheguei a ver em jornal, como aparecem outros), o caso da bebé milagre que vi nascer com 25 semanas de gestação e 420gramas de peso (quando emagreceu foi às 360gr), que nasceu 3 semanas depois do Mr nascer.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Do dia da mãe

Na sexta-feira, antes de irmos de viagem para o levar para o pai, entregou-me a prenda do Dia da Mãe. À porta da escola.
Mr - É a tua p'enda mamã! Fui eu que fiz!!
Crente - Obrigada meu príncipe! Dá cá um beijo grande...
Mr - Mas é SÓ para ab'ir no Domingo! Ouviste?

Até fiquei em sentido... E esperei até domingo, esperei por estarmos juntos de novo, de volta ao nosso ninho, para abrir e festejar a prenda. Que é liiiiiiiiiiiiiiiiiindaaaaaaaaaaaa!! Sim, sou uma mãe babada.

E tu? Já foste hoje ver ISTO? Somos cada vez mais, mais ainda cabemos muitos!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Ontem fez 4 anos

Estava eu deitada numa cama de hospital. Nervosa. Tinha passado mais uma noite terrível. Mas em vez de perder apenas líquido, como tinha sido essa última semana, estava também com hemorragias. Não sabia como ele estava, mas sabia que ainda se mexia: sempre que "cutucava" a barriga, ele respondia-me. Menos mal. Mas estaria bem? Os hospitais não são perfeitos... E a minha história tinha sido imperfeita também. Já fazia uma semana que lá estava. Uma semana a entrar em trabalho de parto e a injectarem-me sei lá o quê para parar as contracções. E sim, foi funcionando. Mas não era perfeito.
Às 11h30 fui levada para fazer uma ecografia. Estava tudo bem com ele... mas ao fim de alguma insistência por parte da médica, lá se descobriu que a dilatação já estava feita. Já nem tinha direito a epidural. Fui levada para o bloco de partos para esperar. Nascia nesse dia.
Eram 14h30 e continuava à espera... Cansada e dormente. Ligada à máquina que media as contracções, que já lá estavam outra vez. Eu sou sincera: não sentia nadinha. Só cansaço. Preocupação. Tinha aguentado uma semana mais. Mas ainda faltavam 12. E o que custariam essas 12 semanas a menos? A parte egoísta estava contente: não aguentava mais um dia assim. Não aguentava novo trabalho de parto que fosse para parar outra vez. Mais não. Vieram injectar-me qualquer coisa para acelerar o processo, já que estava a ser mais lento do que devia...
Às 17h00 apareceu uma enfermeira. A mesma que me tinha admitido uma semana antes. Conversámos um pouco e toca de ver como estávamos de tempo. A sensação de esvaziamento foi estranha... Achei que tinha sido o resto do líquido que tinha saído. A bolsa teria finalmente rebentado? Já estava furada há algum tempo. Só quando olhei para a enfermeira é que pensei "se calhar não é o líquido...". A senhora estava branca. Chamou a colega responsável que, ao mesmo tempo que entrou, perdeu a cor e saiu a correr a chamar médica. "Mau...- pensei - passa-se alguma coisa...". A médica entrou e só disse "Vamos já para cesariana". A enfermeira a explicar que a criança já estava com a cabeça a ver-se, a médica a responder que não aguentávamos, que não dava para esperar, o anestesista que estava a dar uma epidural a outra futura mamã a perguntar-me o peso, uma equipa de não sei quantos que entrou de rompante, despiram-me, raparam-me, colocaram algália, mudaram-me para uma maca e saímos de rompante em direcção à sala de cirurgia. Eu chorava e ninguém me explicava o que se passava. Mas sabia que, no meio de toda a imperfeição até aí, ainda menos perfeito estava a ser. No meio de todo o vendaval olhei para a cama de onde me tiraram. E, se todo aquele sangue era meu, o prognóstico não seria o melhor.
Pouco depois estava a dormir - foram mais umas peripécias pelo meio, mas nenhuma agradável. Às 17h44 o Mister nascia. Às 19h00 eu acordava novamente, agora mãe. Só me disseram que estava vivo e nada mais.
No dia seguinte, a médica foi falar comigo. A placenta tinha descolado antes do tempo. Estávamos os dois em risco e daí a cesariana. Era um caso raro, mas que às vezes acontece. Que tinha perdido muito sangue, assim como ele. Que tinha tido uma paragem respiratória, mas que estava tudo bem comigo.
Passei o dia à espera para ver o meu pequeno. Como seria. Que tamanho teria. Só me diziam que estava tudo bem, para não me preocupar. Mas eu estava num quarto com mais duas mães. E essas duas mães tinham os seus bebés com elas. E esses bebés é que me interrompiam o sono. Ok, fofinhos e afins, mas não eram o meu!
Só as 23h20 é que me levaram, de cadeira de rodas, a ver o Mister. Era pequenino, verdade, mas maior do que eu estava à espera: 1,370kg e 40cm. Cabeludo e pisado. Cheio de tubos. Dentro de uma caixa transparente. Só depois me contaram: ele nasceu e passou mal. Muito. Paragens cardíacas, respiratórias, tudo o que não devia acontecer, aconteceu. Até os médicos dizerem que não havia nada mais a fazer. Foram 4 horas à volta dele, persistentes e resistentes, mas não havia mais nada que estivesse ao alcance deles. Foi um anjo vestido de Doutor que esteve duas horas a apertar um ambu para que ele respirasse, pois o ventilador não estava a funcionar com o meu pequeno. Foi esse mesmo anjo que esteve toda a noite ao lado dele, mesmo depois de acabar o seu turno. O Mister acabou por reagir, mas só depois da equipa ter desistido. Como que a recompensá-los por todo o trabalho até aí. " Vocês esforçaram-se, agora é a minha vez". Esforçou-se sempre. Contra a icterícia que foi violenta e não o largava. Com a sépsis que demorou a largá-lo.
Disseram-me sempre que iria ter sequelas. Que tinha sido demasiado tempo com pouco oxigénio. Que tinham sido demasiados problemas em tão pouco tempo. Que me preparasse. Que me preparasse para passar muito tempo à espera da alta hospitalar. Que me preparasse para ir para casa com um Mister diferente do que teria sonhado. Que não seria perfeito. Nada tinha sido perfeito.
A verdade?
Nasceu com 28 semanas. Com um mês de idade foi transferido para um outro hospital. Passado duas semanas teve alta. Tinha 35 semanas e 2,250kg. Às 40 semanas tinha 53cm e 3,650kg.
Ontem fez 4 anos. Está crescido. É uma criança saudável.
Pode ter sido um percurso imperfeito, mas não interessa. Porque, no final, tudo ficou perfeito. E ontem celebrámos 4 anos de perfeição.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Ajudar, entre todos, custa menos

"após andar a fazer pesquisas pela net, não pude ficar indiferente a este post, quando o li chegaram até mim diversas mágoas, angústias, incertezas, tocou-me muito ler todas estas palavras, não por não ser algo que uma outra pessoa ja tenha certamente passado, mas porque a palavras citadas através de mail vieram de mim, eu sou a mãe desta história! E por esse motivo acho que devo contar o que aconteceu e assim o vou fazer. Sem encontrar uma saída decidi começar a iniciar o processo de interrupção, e sinto que a lei não funcionou, mal fiz a eco pra determinar o tempo de gravidez decidi que não o queria fazer porque depois de ouvir o coração achei impossivel conseguir mata-lo, mas dpois de tanto me cercaram e infernizarem a cabeça acabei por seguir com tudo o que os outros queriam e matar o meu bebé, digo que a lei não funcionou pois apesar de eu dizer que não o estva a fazer por mim, tanto enfermeiras como médicas ouviram e ignoraram! eu estava de tal maneira que o meu médico de familia disse que depois de fazer a interrupção ia ter de tomar calmantes pois tinha um risco grave de entrar em depressão nervosa, depois de estarem todos os papeis encaminhados fui ao hospital , la deram-me um comprimido novo pra impedir o organismo da mae de passar o alimento para o bebé e deram-me 4 pilulas abortivas pra tomar em casa 2 dias depois pra expulsar o embrião. tomei então o comprimido e senti-me a entrar num abismo tão grande e doloroso so me apetecia morrer deixei de ser eu não sabia como contin uar e como olhar pra minha filha e culpa-la por ela ter sido um dos motivos de ter morto o seu futuro irmão pois era em grande parte por o amor que sentia por ela que o estava a fazer! não parava de vomitar doi-me imenso o estomago e mais a alma, mas uma vez que o 1o comprimido matava o embrião no sabado tomei então os 4 comprimidos, mas ao fim de 10m de os ter tomado fui ao wc vomitar, liguei pra saude24 e disseram-me pra ir de imediato ao hospital, qual não foi o meu espanto mas o embrião ainda tinha fortes batimento cardiacos, sai do hospital cheia de dores e perder sangue, pensei que mesmo assim ele poderia estar a sair , esperei até 3a e mandaram-me novamente ao hospital mesmo cheia de dores com perdas de sangue o meu bebé ainda estava bem e vivo, o 1o pensamente que tive logo foi que não iria fazer absolutamente mais nada ,ele teve tanta força de sobrevivencia como e que eu o podia matar? continuei sempre sempre com dores 6a novamente no hospital, tudo bem com o bebé ,mas eu estava com contrações, a médica mandou-me pra casa e esperar pelo pior, a verdade é que 2s depois fiz a eco das 12s e o rastreio bioquimico, o bebé esta perfeitinho e o rastreio deu negativo, agora tenho de ver e amealho tostoes pra a semana fazer o do 2o trimestre pois com as medicaçoes que fiz o médico ainda tem medo que o bebé tenha problemas. Quem me dera que esta história tivesse um final feliz mas temo que tal não va acontecer, é que por ter decidido ter este bebé a minha vida esta a desmoronar-se de dia pra dia , não pago renda à tres meses ,não tenho pra agua luz coisas básicas pra minha filha , quando sempre lhe consegui dar tudo, nem as vitaminas pré natais posso comprar, mas so estou a expor as dificuldades que estou a passar porque não pus de lado a opção de dar o bebé penso que va ser o melhor pra ele apesar de não ser o melhor pra mim ,mas ser mãe é isso mesmo é abdicar de nós por eles e eu quero continuar a dar um futuro à minha filha e com os 2 vai ser impossivel, talvez ele até va ter um futuro melhor e é so o que lhe desejo, ninguem compreende o porque de eu o querer dar , é assim tão mau eu querer que ele seja amado e que tenha tudo ,tenha uma familia, um lar?

Não é possível ficar indiferente...

segunda-feira, 28 de março de 2011

Mães de muitos

Como é que fazem?
Eu gostava de ter uma casa cheia, igual à que eu cresci. Mas fico com receio... Como é que fazem, como é que conseguem? Como se gerem tantas rotinas, como dividem o espaço físico, como dormem? Quando descansam (se é que o fazem)? E, quando chegam ao final do dia, acham que foi boa escolha? Não falo da questão do "ai não, eu gosto de todos os meus filhos e não me imagino sem nenhum deles". Se compensa, se se vive na mesma, sem ser o "viver para os filhos".
Eu queria ter uma casa cheia...