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segunda-feira, 4 de julho de 2011
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Movimento "Revolucionar para Flexibilizar"
"Revolucionar para flexibilizar" é um movimento que nasceu espontaneamente, a partir da vontade expressa de muitas mães portuguesas, de contextos, profissões, classes e até países diferentes.
"Revolucionar para flexibilizar" é um movimento de esclarecimento, informação, apoio e luta a favor de um mercado de trabalho que, em vez de penalizar, promova a maternidade cumprindo integralmente a legislação já existente e mantendo-se aberta a novas e mais profícuas formas de relação laboral, seguras e lucrativas para todos.
"Revolucionar para flexibilizar" não está contra nada nem ninguém. Pelo contrário, a nossa missão é defender
- as mães e pais, que carregam nas costas os compromissos profissionais e o eterno compromisso que assumiram com a educação e o bem-estar dos seus filhos. As mães e pais que trabalham porque querem ser úteis ao país e as(os) que deixaram de trabalhar porque a conciliação era impossível. As mães e pais que não deixam de ser mulheres e homens, que não podem nem devem admitir que a sua competência e o seu profissionalismo sejam postos em causa porque amamentam, porque mudam fraldas, porque acalmam febres, porque acompanham o percurso escolar dos seus filhos.
- as crianças, que são obrigadas a viver o mesmo stresse das mães, que acordam a correr, vestem-se a correr, comem a correr e são privadas da amamentação, em favor de um sistema laboral que é mais exigente com a rigidez de horário do que com a real produtividade. Investir no bem-estar das crianças hoje é garantir que teremos, amanhã, adultos mais felizes, mais competentes e mais equilibrados.
- as empresas, que muitas vezes vêem as recém-mamãs diminuirem a sua produtividade pela exaustão, pelas preocupações, pelo stresse de não conseguirem acompanhar os seus filhos na escola, levá-los ao médico,
dar-lhes banho e deitá-los na cama. Estamos em crise, e em tempo de crise devemos estar abertos a tudo o que possa melhorar a performance, a produtividade e a rentabilidade das nossas equipas e das nossas
empresas. Flexibilizar não é permitir trabalhar menos nem mais: é permitir trabalhar melhor, mais feliz, mais motivado, mais capaz.
empresas. Flexibilizar não é permitir trabalhar menos nem mais: é permitir trabalhar melhor, mais feliz, mais motivado, mais capaz.
- o país. Porque o estado de desenvolvimento e competitividade que atingirmos amanhã enquanto Estado, depende da forma como hoje tratamos as nossas crianças enquanto indivíduos. Investir na educação é ter
visão. Visão de médio e longo prazo. E não são apenas as escolas que têm de investir na educação. Todos somos responsáveis, em cada decisão do dia-a-dia que tomamos. Mães mais realizadas educam melhor e
crianças bem educadas são as sementes de um pais mais justo, mais sólido, mais honesto, mais rico e mais sustentável.
crianças bem educadas são as sementes de um pais mais justo, mais sólido, mais honesto, mais rico e mais sustentável.
"Revolucionar para flexibilizar" quer que as leis já existentes sejam cumpridas e que se avance no sentido de uma legislação mais evoluída e civilizada.
Para cumprirem de forma excelente as suas múltiplas funções, as mães e os pais têm sido verdadeiramente elásticas. Está na altura de as empresas também o serem. Para cumprirmos todos, de forma excelente, um país melhor.
Flexibilização para maior produtividade
Flexibilização para uma sociedade mais equilibrada
Flexibilização para uma sociedade mais equilibrada
A resposta a esta situação passa inevitavelmente pela flexibilização, acompanhada de políticas de conciliação entre o trabalho e a família que passariam pelo trabalho em casa, pela coordenação do tempo de trabalho com férias escolares, pela implementação de um verdadeiro mercado de trabalho em tempo parcial, por horários flexíveis ou reduzidos, por bancos de horas, por semanas de trabalho comprimidas, por uma flexibilização de benefícios sociais (tendo em conta creches, contribuições para despesas escolares) e uma facilitação da reentrada no mercado de trabalho.
Um mercado de trabalho mais flexível reduziria as faltas, promoveria a motivação e aumentaria a tão necessária e desejada produtividade.
A conciliação entre a vida familiar/pessoal e o mundo do trabalho é essencial para uma sociedade de sucesso, saúdavel e produtiva.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Juntem-se à causa, é urgente!!
Revolucionar para flexibilizar!!!
Havemos de ser muitos, para ajudar a sociedade a abrir os olhos e mudar.
Havemos de ser muitos, para ajudar a sociedade a abrir os olhos e mudar.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Revolução rija por maior flexibilidade - A revolucionária em mim
Já está visto que sou privilegiada. Porquê aderir à revolução? Porque ter esta "flexibilidade" não deveria ser um privilégio, mas sim um direito. Não só de mães e pais, mas de seres humanos. Trabalhar para viver e não viver para trabalhar.
Todos temos os nossos reinos. Todos temos os nossos castelos. Todos temos súbditos, com ou sem laços sanguíneos.
Porque é tão difícil aos reis aceitarem os horários contínuos? O trabalhar em casa, quando possível? Sair mais cedo e repor noutro dia, se necessário?
Porque não juntar todos os funcionários de uma empresa, arranjar um espaço no mesmo edifício, contratar uma educadora e deixar lá os mais pequenos, para estarem ali perto? As creches andam cheias, as mensalidades pelas horas da morte, os espaços que, por vezes, nos fazem encolher... Uma educadora, numa creche, costuma receber o salário mínimo. O Estado deveria criar, da mesma maneira que existem as amas, os educadores "de casa". Contar para tempo de serviço quando fossem contratados por uma empresa (mesmo que fossem os funcionários interessados a pagarem). Imaginem: estão no trabalho e os vossos filhos numa sala, ali bem pertinho. Onde as mamãs podem dar de mamar na hora certa, sem stress... Onde podem passar as refeições juntos... onde, chegando a hora, é só pegar e ir para casa, sem mais stress em caminhos cheios de trânsito em horas de ponta. E quem diz crianças em idade pré-escolar, também diz ATL.
Eu anseio ser rainha deste meu futuro castelo. Anseio mudar as regras estipuladas sabe-se lá por quem. Quero construir um reino onde realeza e povo sejam estimados, bem tratados, alegres... Porque depois, quem corre por gosto não cansa.
E é triste saber que pouca gente pensa assim. É triste saber que a sociedade demora a mudar. Mas alegra-me pensar que poderei vir a contribuir para essa mudança que começa hoje, no dia da Revolução do 28 de Abril de 2011!!!
Vá, atirem-me cravos...
Sempre vossa, para um futuro melhor
A princesa Tungsténia
Todos temos os nossos reinos. Todos temos os nossos castelos. Todos temos súbditos, com ou sem laços sanguíneos.
Porque é tão difícil aos reis aceitarem os horários contínuos? O trabalhar em casa, quando possível? Sair mais cedo e repor noutro dia, se necessário?
Porque não juntar todos os funcionários de uma empresa, arranjar um espaço no mesmo edifício, contratar uma educadora e deixar lá os mais pequenos, para estarem ali perto? As creches andam cheias, as mensalidades pelas horas da morte, os espaços que, por vezes, nos fazem encolher... Uma educadora, numa creche, costuma receber o salário mínimo. O Estado deveria criar, da mesma maneira que existem as amas, os educadores "de casa". Contar para tempo de serviço quando fossem contratados por uma empresa (mesmo que fossem os funcionários interessados a pagarem). Imaginem: estão no trabalho e os vossos filhos numa sala, ali bem pertinho. Onde as mamãs podem dar de mamar na hora certa, sem stress... Onde podem passar as refeições juntos... onde, chegando a hora, é só pegar e ir para casa, sem mais stress em caminhos cheios de trânsito em horas de ponta. E quem diz crianças em idade pré-escolar, também diz ATL.
Eu anseio ser rainha deste meu futuro castelo. Anseio mudar as regras estipuladas sabe-se lá por quem. Quero construir um reino onde realeza e povo sejam estimados, bem tratados, alegres... Porque depois, quem corre por gosto não cansa.
E é triste saber que pouca gente pensa assim. É triste saber que a sociedade demora a mudar. Mas alegra-me pensar que poderei vir a contribuir para essa mudança que começa hoje, no dia da Revolução do 28 de Abril de 2011!!!
Vá, atirem-me cravos...
Sempre vossa, para um futuro melhor
A princesa Tungsténia
Revolução rija por maior flexibilidade - A princesa em mim
Para princesa, sou uma privilegiada. Em alguns aspectos sou até uma rainha! Porquê? Porque tive sorte. E, quando chegou a altura de colocar tudo nos pratos da balança, soube escolher. Mas tive de passar por cima de sonhos, calcando bem calcados para não voltarem a si, enterrar ambições com serviços fúnebres de meter dó, suspirar e erguer a cabeça. Para a frente é que é o caminho.
Enquanto jovem princesa, estudei para ser educadora. Terminado o curso quis a vida, e o extracto bancário, que não desse para esperar por uma oportunidade, tendo sido recambiada para o reino familiar.
O meu conto é longo. Como tantos outros... Sou uma princesa dos tempos modernos, com súbdito que reparto com reino vizinho, permitindo-me alguns momentos para organização mais tranquila do meu castelo.
Quanto ao meu Reino, este é comandado por Senhor Rei meu pai. Chamam-me princesa herdeira. Vai daí que súbdito tenha alguns privilégios por merecer atenção extra do Rei. E eu também. Príncipe herdeiro também participa, tendo começado a reinar mais tarde, devido a idade mais em conta, recebendo uma maior fatia ao fim do mês - vantagem de não ter um par de ovários.
As horas para trabalhos de realeza são as mesmas 8h diárias, das 9h às 18h. Onde chegar tarde é repreensível, assim como sair a horas. Obrigações têm sempre hora para iniciar, mas nunca para terminar. Como princesa herdeira, chego a horas, saio quase sempre a horas. Súbdito fica a 5 minutos de distância - opção tomada de modo a perder o menos tempo possível quando existem manifestações, festejos, reuniões.
Quando há doença, real ou súbdita (ficou bonito), tenho a vantagem e possibilidade de assinar tratados a partir do castelo (a net e as ligações remotas são uma maravilha).
E, acima de tudo, não corro o risco de ser pontapeada para fora deste reino. Este, ninguém me tira (a não ser que a crise nos venha catapultar e invadir...).
E de que me queixo? Porque me revoluciono?
Atentai ao próximo capítulo!!
Enquanto jovem princesa, estudei para ser educadora. Terminado o curso quis a vida, e o extracto bancário, que não desse para esperar por uma oportunidade, tendo sido recambiada para o reino familiar.
O meu conto é longo. Como tantos outros... Sou uma princesa dos tempos modernos, com súbdito que reparto com reino vizinho, permitindo-me alguns momentos para organização mais tranquila do meu castelo.
Quanto ao meu Reino, este é comandado por Senhor Rei meu pai. Chamam-me princesa herdeira. Vai daí que súbdito tenha alguns privilégios por merecer atenção extra do Rei. E eu também. Príncipe herdeiro também participa, tendo começado a reinar mais tarde, devido a idade mais em conta, recebendo uma maior fatia ao fim do mês - vantagem de não ter um par de ovários.
As horas para trabalhos de realeza são as mesmas 8h diárias, das 9h às 18h. Onde chegar tarde é repreensível, assim como sair a horas. Obrigações têm sempre hora para iniciar, mas nunca para terminar. Como princesa herdeira, chego a horas, saio quase sempre a horas. Súbdito fica a 5 minutos de distância - opção tomada de modo a perder o menos tempo possível quando existem manifestações, festejos, reuniões.
Quando há doença, real ou súbdita (ficou bonito), tenho a vantagem e possibilidade de assinar tratados a partir do castelo (a net e as ligações remotas são uma maravilha).
E, acima de tudo, não corro o risco de ser pontapeada para fora deste reino. Este, ninguém me tira (a não ser que a crise nos venha catapultar e invadir...).
E de que me queixo? Porque me revoluciono?
Atentai ao próximo capítulo!!
Revolução rija por maior flexibilidade
Era uma vez, numa bela manhã de Primavera, a princesa* Capotada acordou do seu sono curto e apressado. Tanto para fazer, tanto para optar. Tudo, porque ser-se princesa* não é fácil. Os súbditos** exigem e precisam dela, assim como o Reino*** que não pode ser descurado. Mas o dia principesco continua a ser de 24 horas apenas e decreto-lei algum conseguirá mudar isso.
Vai daí, a princesa* chamou a sua alter-ego: a Ernestina! Ficou frente ao PBX, a comandar as tropas de avental.
Muitas outras princesas* aderiram à marcha. Eu não haveria de ser diferente: prefiro o copo meio-cheio ao meio-vazio, pois claro.
Hoje, dia 28 de Abril, revoluciono-me por um mundo de trabalho mais flexível. E as ideias são tantas que nem sei por onde começar!
Dentro de momento, postarei os meus 2 1 cêntimos! (a crise assim o obriga....)
* - Mãe
** - Filhos
*** - Trabalho
Vai daí, a princesa* chamou a sua alter-ego: a Ernestina! Ficou frente ao PBX, a comandar as tropas de avental.
Muitas outras princesas* aderiram à marcha. Eu não haveria de ser diferente: prefiro o copo meio-cheio ao meio-vazio, pois claro.
Hoje, dia 28 de Abril, revoluciono-me por um mundo de trabalho mais flexível. E as ideias são tantas que nem sei por onde começar!
Dentro de momento, postarei o
* - Mãe
** - Filhos
*** - Trabalho
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