terça-feira, 15 de junho de 2010

Ontem, depois do banho do Pimpolho,

diz-me ele que quer ir para a casa da Xpto (a mais recente aquisição do pai biológico). Que tem lá um quarto dele. Que não quer estar cá na nossa casa porque está zangado comigo porque eu não fico triste quando ele não está. E porque quando liga não falo com ele.

Ok. Em cima de tudo isto, nunca me ligaram quando lá o têm, para além de eu ter de ligar para quase toda a família (uma vez estive 10 minutos seguidos a ligar até me atender e ainda ouvi um "não ouvi o telefone a tocar...") para conseguir saber dele e falar com ele.

Acho que no final ainda vou ser eu a acusada de alienação parental, por ser uma anta que não fala mal do outro lado nem discute frente ao Pimpolho, para que ele não se aperceba nem fique baralhado. Por ser, creio eu, correcta, estou a ser penalizada. Ouvir estas palavras do Pimpolho dói. E demasiado. Dói não por achar que é ele a falar, mas por me pôr a pensar em todas as merdas que lhe tentam enfiar (e enfiam bastantes) na cabeça, sem se preocuparem com o nó mental que lhe provocam.

Para completar, a Xpto passa então a ter um papel importante na vida do meu filho. Por mim, se for responsável e carinhosa com ele, quem sou eu para me queixar. Mas! e há um MAS, a partir do momento que tem o meu filho na casa dela, à sua responsabilidade e coloca no Facebook às 15h30 "acordei agora e ainda estou de ressaca"... Oh meus amigos... Lá está o belo do Printscreen! Que se é para eu deitar fumo pelas orelhas e sentir o meu coração a fugir-me pela boca de cada vez que o miúdo vai embora, se é para ouvir as merdas que lhe enfiam na cabeça e ainda toda eu sorrir e brincar, se é para ser criticada e não criticar: eu faço tudo isso. Mas todas as belas das asneiras que eu vir: aponto, para mais tarde aproveitar.

E, para terminar, um aparte. 5ª feira passada foi dia de virem buscar o Pimpolho. A hora que está marcada: 16h00. Para que o miúdo chegue ao Sul a tempo de jantar, sentado à mesa e comida de gente. 5ª feira passada, feriado. Eram 16h estavam a sair de lá. Chegaram as 18h30. O pai B do meu Pimpolho, que tanto diz querer estar com ele por amor e não por troféu, num feriado, vem buscar o filho as 18h30, ao invés das 16h.

Eu hoje estou triste. Esta merda gasta-me. E ainda vamos no início...

9 comentários:

só 1 mulher disse...

Crente,

Até me doeu o coração ao ler o que escreveste... vamos por partes... escreveres o que se passa, não é válido em Tribunal, mas podes sempre guardar emails trocados, sms's, print screens, and so on... quando estamos perante um juíz, infelizmente estamos sempre os dois em pé de igualdade, claro que até prova em contrário...

A justiça não existe, não tenhas ilusões... eu já vou a "meio caminho" digo isto, porque com 12 anos, as crianças já podem ser ouvidas em Tribunal, inclusivé decidir não ir com o pai.... até lá minha querida, é fazeres o teu melhor como mãe - que acredito que o faças - dá os alicerces necessários ao teu filho para ele ver a mãe que tem... o resto o tempo vai-lhe mostrar... pelo que aqui escreves presumo que o menino seja pequeno, mas tenta ter calma (e eu sei bem o quanto e dificil) pensa que vai correr tudo bem, pensa positivo, e nunca te mostres aborrecida com o que ele te possa contar, por muito que te doa, porque ele não gosta de ver a mãe triste... e acaba por guardar as coisinhas para ele... é importante que saibas o que se passa...

Nem sei que te dizer mais, somente que é lamentável que estas situações aconteçam, pois sofrem todos, nós e principalmente as crianças... tem muita força, muita mesmo... e isto que vou dizer é uma sugestão baseado no que eu faço... á medida que a menina foi crescendo, eu fui levantando o véu, do que está do lado de lá, atenção que não é por-lhe macaquinhos no sotão, nada disso, é mostrar-lhe a realidade, porque infelizmente a vida não é perfeita... até há dois anos atrás, eu escondia tudo o que podia, os disparates do outro lado, ela não ía entender e ía ficar baralhada... mesmo fazendo isso ainda tive que a levar ao psicologo... aos pouos eles vão entendendo, e tirando as suas conclusões... e perguntando-nos coisas...

Não valorizes o que o menino disse, não foi para te magoar, acredito que foi principalmente por sentir a tua falta...

beijinho grande e muita, muita força

Crente disse...

Obrigada.
O pimpolho tem 3 anos e estas andanças começaram em Março. Já estava separada há mais de um ano e o pai nunca quis ajudar e raras vezes vinha visitar o filho. Em Março, quando finalmente fomos chamados para a conferência de pais, fez papel de vítima e pediu a guarda. A juíza achou que estávamos em pé de igualdade (como tu explicas) e ainda acreditou que era eu que o impedia de ver o filho (ele disse que sim, eu disse que não, mas mesmo assim...). Vai daí, o pimpolho vai para o pai à 5ªf 16h, volta Domingo às 19h. As horas nunca são cumpridas... São dois fins de semana com o pai, um comigo e assim por diante. Nunca impedi o pai de ver o filho, só acho absurdo estes fins de semana assim com esta regularidade, já que o pai vive a 350 kms de nós...
Às vezes é simplesmente demasiado. O pimpolho já é seguido por uma psicóloga faz tempo, porque sempre soube como era a família do outro lado. e faço como dizes: sorrio e disfarço, para que o meu filho sinta o menos possível. Mas não acho correcto que do outro lado tentem pô-lo contra mim e a família de cá, quando nós não fazemos isso. E incomoda-me que nunca sejam penalizados por isso. Não é justo...
Mantenho-me firme e não me baixo ao nível deles, mas tenho a sensação que acabo por sair prejudicada.
Obrigada pelas tuas palavras e força, sei que o teu calvário também é pesado...
Bjs

só 1 mulher disse...

Infelizmente não podemos evitar que outros, usem as crianças para nos atingir.. que fazer? muito pouco... e custa muito, mas como somos nós que estamos dia a dia com elas, temos o papel mais importante no seu desenvolvimento, e na formação da sua personalidade... tenta ter calma (até parece que eu sou muito calma, mas enfim) a possível, e seguindo os teus principios base, educa o pimpolho com muito amor, tu e o comandante... ele é demasiado pequeno para entender certas coisas, e demasiado influênciavel... ainda... mas ele vai crescer e entender...

Tu és superior a esse disparate todo... e de facto não entendo a ideia da juíza... eu sei que custa horrores, mas tenta ser sempre muitissimo simpática com o sr, sempre que comunicarem por qualquer meio escrito, de forma a que possas ter em mão, algo que demonstre a tua boa vontade... eu sempre tentei de tudo, para que a minha filha se intgrasse do lado de lá, para que as coisas corressem bem... mas infelizmente tem sido mau... por isso neste aspecto nem sei que diga, para além de fazeres o que estiver estipulado, e o que fôr melhor para o teu filho...

Vamos ver como as coisas correm por aqui...

1 beijinho e qualquer coisa grita daí
;)

a minha experiência poderá dar-te algumas dicas...

Brisa disse...

Palavras bastante sábias, as da "só 1 mulher".
Muita força, respira fundo e mantém-te fiel ao que te disser o teu coração. Beijinhos.

Paula disse...
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Crente disse...

Paula: o seu comentário foi anulado. E assim será sempre. Que a Só 1 mulher deixe ficar os seus comentários, é opção dela e respeito. Agora, na minha "casa" mando eu.

Crente disse...

Enfim, sou uma gaja de sangue quente. Embora seja Peixinhos, o Escorpião que habita em mim é danado. Comentários que ponham em causa outros convidados desta "casa", discussões entre convidados e afins, não são tolerados. O meu blog tem de ser como eu, Crente e Optimista.

Paula disse...

Peço desculpa se a insultei, pois nunca foi esse o meu intento... conheço muito bem a pessoa que se intitula por "só 1 mulher" e custa-me imenso ver que as pessoas são ludibriadas por mentiras pois sou uma pessoa contra isso.
Mas como é obvio na sua "casa" manda você... e eu tb tenho o sangue quente por isso a entendo melhor ainda!
Mais uma vez as minhas desculpas se me fiz entrar pelo lado menos positivo, apesar de ser uma pessao até MUITO positiva... mesmo qdo tudo se vira!
Uma beijoca aromática!!!

Crente disse...

Paula: Bem vinda! E regras casa em casa é só essa: respeitar todos que por cá andam :) E pensava eu que já andávamos na fase do "tu"!
Bjs