sexta-feira, 9 de julho de 2010

A raiva acumulada

Pois. Voltemos à entrevista. Voltemos ao que me chateia. Isto, para mim, era motivo para arrancar joelhos com uma colher de sobremesa. Ou limpar ouvidos com um garfo. Desde que não sejam os meus joelhos nem os meus ouvidos.

O pai B comprou um carro quando vivíamos juntos. Aqui a anta foi avalista. Foi e é. Continuo a ser anta e avalista. Vai daí, separámo-nos. Voltei para o meu canto e ele voltou para casa da mãe, que não sabe morar sozinho. Fiquei com o meu carro e ele com o dele. E pedi-lhe que me retirasse o belo nome do empréstimo. Lembro-me agora que também sou Otária, com O grande. Isto dito pelo meu advogado que me adora. O banco andou atrás dele, eu andei atrás dele... Vocês trocaram de avalista? Pois, ele também não. Deixou de pagar o carro, cerca de 9 meses. Foi-lhe retirado o carro. Contencioso. Avizinha-se processo. Adivinham quem vai ter de pagar? Quem também é responsável? Ena tantos dedos a apontarem para mim....! Óbvio que ninguém me obrigou a ser avalista. Óbvio que se assumi essa responsabilidade, terei de a cumprir. Óbvio que depois posso por-lhe um processo para reaver o dinheiro. Isso tudo eu sei.

O outro lado da questão:
Ele alega que sempre fez tudo por se dar bem com a família de cá, que eu é que o impeço.
Alega que sempre me tratou com respeito.
Alega ser uma pessoa capaz e responsável para ter a guarda do filho.
Alega ser o progenitor que melhor promoveria o contacto do filho com o outro progenitor e respectiva família.

Mas o que me lixa com F mesmo, mesmo, mesminho é...?
O facto de me estar a lixar a vida, o facto de falhar a responsabilidade do carro, não interessa para nada no processo da guarda. Nem olham para isso. Isto saído da boca, lábios e língua da assistente social. Isto é normal?

Agora eu, se quiser casar, meto o comandante em problemas.
Se quisermos ter um filho, corremos o risco de andar a contar trocos por estar a pagar uma dívida que não seria minha. E o outro, que neste momento tenho uma vontade "atlas"tica de insultar e espancar, continuará na dele, irresponsável, sem stress nenhum  ainda com o vento a soprar-lhe a favor durante o processo da guarda do Mr. X.

Não acho justo. Mesmo. E fico irritada e triste.

5 comentários:

só 1 mulher disse...

Respira bem fundo, várias vezes (sei que é dificil aguentar)... mas pensa o seguinte, para quê gastar energias e tempo, numa situação que já não podes alterar, quando tens 2 homens fantásticos que precisam de ti? Não deixes essa situação criar "buracos" na tua vida... tudo se vai resolver, com o tempo e a custo, eu sei... mas a vida é mesmo assim, a seguir a um mau momento, vem um bom, vais ver...

beijinho grande

The Coiso disse...

Bolas... isso é, de facto, revoltante. Não dá para resolver com uma pedrada (ou paulada) na testa? E a blogger anterior tem razão. Depois de um mau momento, vem sempre um bom.

Paula disse...

A vida trás sempre obstáculos para nos fortalecer... para aprendermos a sermos melhores pessoas... acredita nisso que acabas por te sentir melhor.

A minha vida NUNCA foi fácil... continuo a lutar com todas as forças que tenho, e umas vezes choro mas tento sorrir mais que chorar... as lágrimas aliviam um pouco, mas não TUDO!

Sê feliz com o que tens pois neste momento tens o teu filhote ao teu lado, a crescer, e um Comandante que te ama... nada mais é preciso!

É dificil ser feliz mas é nas pequeninas coisas que encontramos a felicidade!

Uma beijoca doce cheia de força***

Brisa disse...

É por estas e por outras que se diz que a justiça é cega. Um pai que falta com uma responsabilidade de pagamento de um carro está apto moral e financeiramente para cuidar de um filho? A criança, para ele, será apenas um brinquedo e só tem interesse porque está a ser disputado com a mãe. Chora e chama-lhe todos os nomes quando estiveres sozinha mas não permitas que ele te mande abaixo. Força! Bjs.

Crente disse...

só 1 mulher: Tento acreditar nisso, mas custa de caraças. Há dias em que o pessimismo quase que ganha ao optimismo... Obrigada

The coiso: Ando mesmo tentada a partir para a violência, mas no fim quem se f.. lixava com f era eu, de certezinha. Que com esta justiça...
Obrigada pela visita e pela força!

Paula: juro que me tento concentrar nas coisas boas, mas sinto uma revolta que me tira o apetite e me faz dores de cabeça. Tenho de aprender a relaxar, mas é tão difícil...

Brisa: Tem sido isso... chorar às escondidas e sorrir frente ao fp (que não tem outro nome). E é mesmo isso que eu acho, que é uma luta por um troféu, que não se preocupa com o filho enquanto pessoa. Mas mesmo assim a justiça dá-lhe um monte de regalias... É esperar e tentar não desesperar. Obrigada :)