quinta-feira, 4 de novembro de 2010

E pronto, não houve acordo

fomos a julgamento. O acordo que a juíza queria que eu aceitasse, e que corro o risco de ser o que ela irá decretar: fim de semana de 15 em 15 dias, de 6ªfeira a Domingo. Até aqui, tudo ok. As viagens repartidas. Aqui não concordei.
Não acho normal. Ainda estou parva.
Foram ouvidas as testemunhas dele: eu sou uma mãe possessiva e controladora. Intransigente. O facto de ir ao infantário entregar o Mister ao pai, sempre que ele vai de viagem, fez a juíza virar-se para a procuradora e dizer "a mãe é louca"...
Sou louca? É que realmente começo a pensar que sim.

30 comentários:

Sonhadora disse...

Eu não entendo é a justiça deste país. Uma mãe é louca por sentir saudades do seu filho? Enfim...

I. disse...

Se calhar isto não é o que queres ouvir, mas vou dizer na mesma. Deslarga. Deixa o teu filho respirar. Eles são pequenos, podem não ter a melhor vida do mundo, mas têm a vida e as circunstâncias que podem ter, e devem habituar-se a elas.
O pai está longe e seria melhor estar perto? Sem dúvida. Era bom que casais separados continuassem a dar-se bem pelos filhos? Claro!
Mas isso nem sempre pode acontecer, e os miúdos têm de se habituar a lidar com a sua realidade. E não te iludas, são mais capazes e fortes que os fazemos.
Ele precisa do pai, e o pai preocupa-se o suficiente para continuar a ter uma relação estreita com o filho. Não lhe roubes isso. Não podes ter a frieza nem a imparcialidade necessária, mas tenta. Pelo teu filho. Um fim de semana de 15 em 15 dias é o mínimo dos mínimos. Tu tem-lo todos os dias de permeio.

Desculpa a franqueza, até podes dizer que eu não tenho filhos e não posso saber. Mas já trabalhei bem próximo de situações como a tua e sabes? nunca esqueci os olhos tristes e vazios das crianças. E as crianças sem pai? Que cerscem a pensar que o pai não quer saber deles, quando o que aconteceu foi que o pai desistiu de enfrentar a mãe, ou não tinha dinheiro para tribunais?

Larga. Respira fundo. Deixa-o ir. Sem culpas nem choros. Depois, recebe-o com alegria e amor, sem reservas. Ele vai crescer melhor, assim. Juro. :)

Crente disse...

I. - foi sempre assim. Sempre fui eu a pedir para o pai vir. Sempre sou eu que convenço o miúdo a ir, que incentivo, que festejo. Sempre fui eu que suportei tudo para que nada faltasse, para que nem o pai faltasse. O pai chateou-se quando segui com a vida para a frente. Chateou-se só quando comprei casa e me juntei ao comandante. Aí foi dizer ao tribunal que o filho estava melhor com ele, tendo ele sido sempre um irresponsável. A mim não me chateiam os fins de semana. Houve até uma altura que passava 15 dias com cada um de nós, alternados. O que me chateia é que o pai continua a não querer se esforçar. Nem se preocupa. Por exemplo: ontem estávamos todos no tribunal. Todos. O pai e respectiva família não vêem nem falam com o Mister desde Domingo. Achas que algum se dignou a perguntar o que fosse? Estavam cá, porque tiveram de vir ao julgamento: achas que alguém perguntou se podiam ir ver o miúdo?
Triste é saber que o pai faz isto por teimosia. Triste é o miúdo crescer e ver que o pai só quer saber dele quando são os fins de semana dele. Isso que me entristece. E, depois disto tudo, ter de ser eu a fazer as viagens para o levar lá incomoda-me. Incomoda-me que chegue uma altura que o miúdo não queira ir e tenha de ser eu a enfiá-lo num carro e levá-lo. Isso apenas é o que me incomoda. As regalias todas que dão ao pai (e aqui não incluo os fins de semana) e as responsabilidades que continuam a recair sobre mim.
Obrigada :)
ps - não acho que seja preciso ser mãe/pai para se poder ter opinião

I. disse...

Olha, agora com mais franqueza:
- se o pai está longe, ele que venha buscar o filho;
- não achei bem a juíza ter feito aquele comentário. não fica bem, não é correcto, e não se caçam moscas com vinhagre ;)
- mas, para teu bem, só posso aconselhar que tenhas muuuuuita calma antes de abrir a boca. Porque às tantas estás a passar uma imagem de ti que não corresponde à realidade, ou seja, passas por má e ele por tadinho. Calma, muita calma.

Eu sei que há pais (homens) muito irresponsáveis. Olha que uma amiga divorciou-se e eu assisti a uma história de terror com um tipo que nem merecia ter filhos, nem se importava se os catraios andavam a alimentar-se (pagava a pensão qdo queria, cabrão, e vestia-se bem, animal).

Se a batalha é pela guarda, vai ser dolorosa. Vais ter de ter muita força, e muita calma. Duvido que to tirem, mas mostra flexibilidade e abertura quanto ao regime de visitas. Sim, mais. Acredita que é boa táctica :)
E boa sorte!
(penso que estarás bem aconselhada, com advogado em quem confies, mas não leves a mal estes conselhos que decerto já te deram. estas cenas deixam-me triste, taditos dos putos, que não têm culpa nenhuma e se apanham nestes assados)
Beijinho.

Brisa disse...

Oh... As minhas figas por ti não resultaram. Tenho mesmo muita pena de continuares na estaca zero. No entanto, contra todos os impulsos que te ditem as emoções, segue o (excelente) conselho da I. Ser-se hipócrita e falso às vezes não é opção. E o teu filho merece o esforço. Por outro lado, mais dia menos dia o pai há-de arranjar outra mulher e logo, logo te deixará em paz. Beijinhos cheios de força!

Crente disse...

I. - Eu gosto de ouvir opiniões :) O sistema de visitas que está neste momento é dois fins de semana com o pai e um com a mãe (sendo que os fins de semana com o pai são de 5ªf a domingo). O miúdo anda estoirado e o pai não arredou pé uma única vez. Houve um fim de semana que não deixei o mister ir, por estar com gastro, e o pai, mesmo avisado por telefone no dia anterior, apareceu para vir busca-lo e chamou a gnr. A partir daí nunca mais falhei, até doente o miúdo foi. Não me custa "partilhá-lo". Acho bem e concordo. Agora, ontem, só se ouviram as testemunhas dele: a família dele. A mesma família que não perguntou pelo Mister disse que eu que os impedia de conviver com ele. Claro que sou a doida e má da fita visto assim. Mas não ficou bem o comentário.
Eu sei que não perco a guarda. Eu sei que um fim de semana de 15 em 15 dias faz bem ao menor. Fazer uma visita à capital, por mês, também se arranja.
Só me chateia ter de ser eu a fazer as viagens, ter de ser eu a levar o filho ao pai, ter de ser eu a facilitar a vida ao pai quando nunca me facilitou nem a minha nem a do filho. Não acho normal. Não acho justo.

R. disse...

Minha kika,
às vezes a justiça erra. A justiça é feita de homens e mulheres iguais aos outros todos. Não conheço o processo... não sei... Só te posso dizer que o Direito da Família, especialmente o Direito dos Menores, é das áreas mais difíceis. Sei bem do que falo... Decidem-se vidas, muitas vezes vidas de gente pequenina... e isso só lá vai com muito treino, mas também com a sensatez de olhar cada caso como um caso novo, único, sem qualquer pre conceito.
Espero que se resolva tudo pelo melhor. Pelo melhor para o Mister, obviamente!
Um beijinho grande e... estou mesmo a torcer:)

I. disse...

Já agora: não te aconselho seres hipócrita, nada disso, apenas a pensar bem (e contar até dez) antes de abrires a boca. Porque se explicares, com toda a calma, que a) tens a tua vida, não podes andar a transportar o pequeno até ao pai, ele que o venha buscar, ao menos a maior parte das vezes; b) o miúdo fica cansado e rezingão com tanta viagem, e depois começa a não querer ir O QUE TU NÃO QUERES QUE ACONTEÇA! c) próxima vez que o pequeno estaja doente, previne-te com atestado médico, não facilites, fica logo justificado porque não foi com o pai.

Relativamente à família dele, não esperes que te venham falar a bem. Já não dá, escusas de ter esperanças. Vai por mim. Agora entrou-se na luta cega e surda, adeus avós simpáticos para a ex-nora. O que não implica que tu não respires fundo, engulas o sapo (custa, mas às vezes tem de ser) e expliques que não, não queres que o pequeno não os veja. Mas de forma a que ele não ande cansado e tal.

Acredita, a forma como se explica, como se está mais calmo, pode pesar. A favor do mister, teu, e também do pai. Ele ainda é pequenito, mas percebe o que se passa, de certeza, por mais cuidados que tenhas (acredito que sim).

Olha, eu não te estou a julgar, nem a querer armar em coisinha, a sério, só a tentar contribuir para pensares nesta outra perspectiva e conseguires alcançar paz de espírito para ti e para a tua família, que isso é que é importante :)

Crente disse...

I. - Tu és uma querida :)
Fiz isso tudinho, tinha (e tenho) atestado e testemunhas (uma delas a psicóloga do Mister que tínhamos consulta marcada lá em casa).
Falei sempre com calma o pouco que falei. Ontem foi só mesmo o não chegar a acordo e ouvir as testemunhas dele.
Ele e a família viram sempre o Mister, sempre que o desejaram. Só houve uma altura em que o pequeno deixou de ir a casa deles (fazer viagens) porque era pequeno e andava completamente desestabilizado.
O Mister não se apercebe de nada pois encorajo os encontros. Gosto sim de estar sempre presente na escola quando o pai o vem buscar (daí a juíza me ter chamado doida por estar sempre presente): é a única altura que consigo conversar com o pai, dar recados, falar sobre o desenvolvimento do filho. Também acho importante para o Mister ver que os pais se falam e se dão, assim como ver que encorajo a que ele vá. Para além disso, as escolas têm políticas rígidas nas entregas das crianças - com as quais eu concordo e não gosto de abrir excepções. Não percebo (pode ser que me expliques ;) ) porque é que isso me faz parecer uma mãe doida ou controladora. Da mesma maneira que faço questão que o pai esteja presente nas "trocas", acho que também devo estar.
Só me chateia que me obriguem a fazer metade das viagens, quando isso não traz (nem tira) qualquer benefício para a criança mas sim apenas para o pai.
Não sei se me expliquei... às vezes parece que estou a dizer o mesmo que tu, mas tu falas bem melhor ;)

Olivia Palito disse...

Só quem passa por este tipo de situações é que sabe o quão desagradáveis e injustas podem ser.
Eu sou mãe, e nunca passei por isso (felizmente), mas acredito que deve dar ganas de raiva toda esta situação que acompanho há já largos meses da tua parte.
Força querida Crente!

Beijinho*

Olivia Palito disse...

P.S.- Possivelmente não estás a ver quem eu seja. Mas não faz mal. :)

Crente disse...

R. - Obrigada. Ontem senti-me mais uma vez na Twilight Zone. E também sinto que os únicos direitos que se estão a discutir são os do pai e não os do filho. E isso é triste...

Crente disse...

Brisa - O pai agora arranjou outra, mas também não quer dar agora parte de fraco. Não se importou com o facto de ter menos fins de semana do que agora, quer é que seja eu a fazer as viagens. E isso é benéfico pra o Mister em que ponto?
As figas podes fazê-las novamente na 3ª feira ;)

Crente disse...

Olivia - vais ter de me palitar para eu saber... :)

Olivia Palito disse...

Crente tens mail? Preferia dizer-te pelo mail. Pode ser? :)
Beijinho*

Crente disse...

Olivia - Oh "milher" manda mail para o crenteoptimista@gmail.com.

Ou manda chat que eu estou online. Vamos deixar o resto da malta curiosa hehehe

raquel disse...

"a mãe é louca"?!? Mas que conversa vem a ser essa?!?
Que disparate de opinião é este?!? Eu até estou aparvalhada.
Não é suposto uma juíza não emitir este tipo de opinião?! Não mostrar esta parcialidade?!?
Força, muita força. Porque estas coisas desgastam e matam-nos um pouquinho por dentro.

Paula NoGuerra disse...

São assuntos TÃO complicados...
1º Acho estranho teres te pagar metade das viagens... olha que eu é que tenho de pagar as viagens dos meus filhos 3 vezes por ano à bèlgica para eles estarem com o pai... isto porque fui eu que saí do país... não deverias aceitar isso. O pai é que se mudou ele que pague essas despesas ou o venha buscar. Mais nada!

2º Não és nada doida... preocupas-te com o teu filhinho e isso é mais do que normal!

3º Concordo com tudo o que a I. disse: tenta sempre levar tudo com calma. Os miudos aguentam mais do que pensamos.... se soubesses o que os meus filhos já passaram, davas em doida... eu ainda não dei porque... sei lá... arranjo forças por causa deles mesmo. Tenho os meus dois filhos com problemas cardiacos, e uma filha anoréxica devido aos problemas... e isso é apenas a pontinha do Iceberg...

4º O pai faz falta sim... mas o pai tem de se esforçar. Para mim é isso que conta. Não é só oq ue o tribunal estipula... se ele ama o filho e lhe quer bem, ele faz por gosto por amor, e não porque "tem de pagar" ou "não tem de pagar", ora "fazes tu" ora "faço eu". Um pai que ama verdadeiramente um filho luta por ele... algo que por exemplo o meu marido faz pela sua filha, e algo que o meu ex não faz. Vivo os dois lados!

5º Calma calma calma e muita calma linda!

Beijocas super doces****

Mãe Inês disse...

Crente,
só agora li.
Ai que soofrimento. Sempre que leio estes teus Post's, doi-me.
Não sei o que te dizer pois não estou nessa situação. Sei que sou mãe e faço tudo pelos meus filhos. Tudo pelo seu bem-estar. E, por isso mesmo, entendo tão bem algumas das tuas palavras.
Desejo que tudo corra bem, sobretudo para o pequeno Mister.
Um beijo e muita força.

só 1 mulher disse...

Crente,

Infelizmente a justiça tarda e não é justa... ainda assim, não deves desistir, muito menos aceitar situações que te desagradam, e que principalmente não beneficiam o teu menino, porque é dele que se fala aqui (e tu como mãe, sabes melhor que ninguém o que é o melhor, e é o teu dever zelar para que isso aconteça)... o seu bem estar...
Para mim, uma juíza que emite a sua opinião, não é digna de usar o seu "titulo".. o dever de um juiz, e eu sou uma leiga.. é interpretar estas situações dificeis, com imparcialidade, sempre com base na lei, e em momento algum dizer estas coisas, muito menos demonstrar que tomou partido de uma das pessoas... enfim.. à de tudo por esse mundo... o que vou escrever aqui, era para ser só dirigido aos pápás, mas ía ser injusta se o fizesse, e sabes porquê? porque cada vez mais, quer homens quer mulheres têm comportamentos parecidos, variando no grau de afinidade/parentesco que têm com a criança... do que podem beneficiar, and so on... enfim... ser boa mãe e bom pai, não é só encher o peito e dizer que os amamos, e cobri-los de baba... isso é lindo de ouvir.. mas e o resto? que tu sabes muito bem... quem os leva à escolinha? às actividades extra-curriculares? às festinhas dos amigos? quem prescinde do seu tempo em função destes tesourinhos? quem estuda com eles? quem conversa horas a fio, para explicar o porquê "de existir uma lua no céu"?.. na grande maioria das vezes somos nós... as mães, claro que como em tudo na vida, à excepções, para ambos os lados... mas minha querida Crente... quando ouço alguém dizer que ama o filho, e não o demonstra... e demonstrar não é só dar beijinhos neles... que fazer? Sabes.. não se ensina um adulto a ser uma pessoa... tenta ter calma, muita calma - essa juiza precisava era de uns estaladões - pelo teu menino, e por vocês 3, porque se ele estiver bem, vocês também vão estar bem...
1 beijinho grande cheio de força, e qualquer coisa.. já sabes
;)

Madame Pirulitos disse...

Não consegui ler tudo mas fiquei com uma grande curiosidade em ir ver quem era a I.

ela diz coisas muito sensatas. vale a pena reflectir sobre isso. e estando de fora consegue ter uma visão, senão mais clara, diferente de quem está dentro e a sofrer.

obviamente que a juiza foi uma parvalhona em dizer aquilo. Muitas vezes falta-lhes formação, sensibilidade e bom senso.

mas deixa ver como corre. o meu sobrinho cresceu sem o pai que nºao quis saber dele. o teu ao menos o pai está a querê-lo, mesmo que sejam ou que pareça ser pelas razões erradas.

estás a sofrer e tens toda a razão para isso. deve doer para burro (ia dizer um palavrão mas não me saiem, desculpa).

se calhar, ao ir estando, o pai vai aprender a esforçar-se e o teu filho vai-lhe exigir isso. se custa ver o teu filho passar por isso? Custará horrores. mas escuta... e acredita nisto... já vi muitos filhos virarem-se contra as mães porque "não os deixaram estar com os pais". na cabeça deles, ao não estarem com os pais, para comatar a ferida narcísica, vão aprender a idealizá-lo. não queiras que o teu filho idealize o pai. Será ainda mais doloroso para ambos do que viver com o pai que tem.

beijo do coração

Cate disse...

Crente,

Não acho normal que uma juiza faça um comentário destes. Provavelmente não é mãe e não entende a carga sentimental a que esse cargo obriga. Ainda assim, é tremendamente injusto chamar uma mãe de "louca" quando, aparentemente, está apenas a comportar-se como qualquer mãe faria. Eu não sou mãe e nunca faria um julgamento desses, principalmente porque sou filha única e vejo que a minha mãe tem os mesmos comportamentos. E não é louca, certamente.

Acho que não deves desistir, se esta situação não te agrada e se achas que esse é o caminho correcto. E principalmente não deixes que isto se arraste eternamente, para bem de todos vocês. Tenho mesmo muita pena que o teu filho (e muitos outros por esse país fora) tenham que se deparar e lidar com cenários destes entre o pai e a mãe.

Um beijinho
e boa sorte.

Rita C disse...

Olá Crente

Apesar de algum tempo me leres, confesso que só agora consegui ir ver quem eras e meu Deus... li os teus posts praticamenente todos desde o inicio... talvez porque me senti tao solidaria ctg... tu nao consegues perceber pelos meus posts porque este é um blog publico de pessoas que me conhecem e assim não falo de toda a minha vida privada... mas devo dizer-te que que fiquei chocada com o filme da tua vida com o pai do teu filho... estas questoes todas judiciais... bemmm fico doida mesmo... nao fazia ideia... acho muito injusto sim o que te foi decretado... nao percebo...

Força e vou continuar a acompanhar-te.

Rita

Crente disse...

Raquel: Também não percebi o comentário, mas percebeu-se perfeitamente porque eu estava a olhar directamente para ela (isso juntando com a expressão de choque que fez...). Tive muita sorte com a juíza que me calhou. E sim, estou a ser sarcástica. Obrigada

Crente disse...

Paula: estas coisas tiram-me do sério, mas enfim. Há que aguentar e fazer o melhor que se pode. Obrigada!

Crente disse...

Mãe Inês: Obrigada pela força. É continuar a esperar que tudo se resolva pelo bem do Mister e não pelo benefício do pai (que é o que parece de cada vez que ouço a juíza falar)...

Crente disse...

só 1 mulher: Tu sabes o que penso. Não preciso dizer por aqui :) Obrigada mais uma vez.

Crente disse...

Madame Pirulitos: A I. é uma azarada mas à maneira hehehe (desculpa I.). É boa rapariga e faz-me sempre dar umas gargalhadas. E, pelos vistos, também sabe falar sério quando tem de ser. Vai lá conhecê-la que vale bem a pena.
Eu quero que pai e filho tenham uma relação. Nunca proibi encontros. Segui sempre este regime de visitas, ainda que duro, direitinho (o sistema em que eu só via o Mister durante a semana - aulas - e um fim de semana de 3 em 3 semanas).
Tento manter a calma e mantenho no tribunal. Quando saio é que expludo porque me custa imenso ouvir mentiras com cara de inocência. A injustiça custa-me. Quer em mim quer nos outros.
Obrigada
(e tu és uma rapariga bem mais forte que eu, essa é que é essa!)

Crente disse...

Cate: eu já não acho nada normal. Acho que o meu normal é o novo anormal e vice-versa. Eu desistir não desisto, se for para o bem do Mister. Mas é preciso ter muita paciência e muito estômago para se estar naquela sala de tribunal...
Obrigada :)

Crente disse...

Rita C. - leio porque gosto. Nem sempre comento mas é raro falhar um post. Esta história já vem de longe e espero que acabe na próxima 3ªf. Meu coraçãozinho não aguenta pancada eternamente. Hoje em dia basta um pai fazer-se de vítima que lhe dão logo todos os direitos. No meu caso, pelos visto, até lhe querem tirar responsabilidades e darem-me a mim: nunca soube e um caso em que ficasse decretado (não por opção de ambos os pais) a mãe tem e ir levar e buscar o filho a casa do pai (a 350km).
Obrigada pela visita :)