Não correu bem. A Juíza foi mesmo incapaz de ser imparcial. Sempre a defender o pai e a atacar a mãe. Foi perfeitamente visível. E, isso, não acho correcto e muito menos justo.
Agora é esperar. Corro o risco sim de perder a guarda. Não perdendo, já tenho sorte se não for eu a fazer as viagens todas.
A Juíza tratou de maneira demasiado agressiva as testemunhas que diziam alguma coisa positiva sobre mim, para além de que eram interrompidas quando tentavam. E quando se apontava o dedo ao pai, era-se crucificado. Chega.
De resto, não vou falar mais neste assunto. Não sinto que a justiça funcione. E não há nada que eu possa fazer.
Obrigada pelos comentários que deixaram.
Fico triste... muito, bastante, porque conheço essa história de injustiça noutras pessoas.
ResponderEliminarA minha energia esteve nesta fase, silenciosa, contigo.
E continua.
Força.
Um beijinho para os dois,
Li alguns posts e comentários e eis a minha dúvida que não ficou esclarecido com o que li (o que li deu-me a ideia de uma divergência quanto a viagens e repartição de tempos): independentemente da vontade do pai em ficar com a guarda que bases existem para que a justiça lhe dê a dita? É que do que sei da lei portuguesa a coisa funciona é ao contrário ou seja, protege muito (em demasia muitas vezes) a mãe e é preciso esta fazer muita asneirada para perder a guarda de um filho para um pai. Como é que podes perder a guarda do rapaz, com base em quê?
ResponderEliminarUm beijinhos para vocês.
ResponderEliminarLamento imenso que as coisas não tenham corrido de uma forma justa.
A imparcialidade já é coisa que me agonia, mas vinda de alguém que pode "ditar" um futuro, um futuro de pessoas, é desesperante.
Força, querida***
É isso que é idiota.
ResponderEliminarDurante muito tempo as mães abusaram e a lei mudou.
Quando nos separamos, o menor passava 15 dias com cada um. Quando foi para a creche, deixou de ser possível. O pai deixou de dar notícias. Ao fim de quase um mês e meio apareceu e quis levar o filho e eu não deixei. Ele não tinha condições, estava desempregado, etc. O pai veio vê-lo. Ao fim de outro tanto tempo, a mesma coisa. Durante 10 meses veio ver o filho 6 ou 7 vezes. Nunca ligou para saber como ele estava, não ajudava em nada. Quando cá vinha ligava no dia anterior e eu que me arranjasse - actividades para fazer, sítios para visitar, etc. Em Janeiro deste ano recomeçou a trabalhar e pediu a guarda. E foi ao tribunal e disse que eu o proibi de ver o filho. Disse que das vezes que cá veio foi sempre nas minhas condições. Resumindo, eu não fui/sou facilitadora da relação pai/filho.
Para além disso, o pai perdeu uma carrinha que tinha comprado da qual eu sou fiadora. Perdeu-a porque deixou de pagar há cerca de um ano. E eu estou agora na eminência de ter de pagar a dívida. Ele sabe isto porque eu já o avisei de tal. Não me atende o telefone quando está com o filho. Queixou-se de eu estar presente na escola quando vem buscar o filho. E, mesmo com isto tudo, diz ser facilitador de boas relações comigo.
A juíza, logo na primeira audiência em que foi determinado o regime provisório de visitas, irritou-se comigo. O pai falou primeiro e eu nem tive hipótese. A juíza, desde esse momento, foi sempre parcial. Defende o pai. O pai percebeu e aproveitou-se: fez ainda mais papel de vítima e, tudo o que fiz durante o tempo até a primeira audiência, foi deturpado.
A juíza tira sim o filho a uma mãe se achar que a mãe é contra a convivência do filho com o pai. E basta achar.
O regime provisório de visitas, dos 3 fins de semana com o pai, foi sempre cumprido da minha parte. Podia ter arranjado tantas desculpas e atestados e não o fiz. Porque acho bem pai/filho estarem juntos.
Mas sei que a imagem que ficou, minha, é de intransigente e pouco cooperante.
Mas respondendo, não fiz nada errado. O miúdo é muito bem tratado. E essas foram as "nossas" alegações. É esperar para saber o resultado.
Lamento por si e pelo seu filho que as coisas não tenham corrido bem. E dá-nos ganas de gritar que a imparcialidade deve ser condição indispensável num juiz. Não se percebe, ou até talvez se perceba face à campanha que se tem feito a favor dos pais, que indiscutivelmente foram muitas vezes afastados dos filhos ao abrigo do critério de que Mãe é Mãe! Mas passou-se do oito ao oitenta e nestas atitudes vemos sempre a perspectiva enviesada de quem se deixa influenciar pelo que é politicamente correcto.
ResponderEliminarQuanto a si Crente, não desacredite de todo e mantenha a força que é visivel no seu blog. Um abraço
Olha muita força para ti, muita mesmo. As pessoas conhecem-se nas separações, nas mortes, nas questões monetárias. Aí sim é que se revela o verdadeiro caracter de alguém.
ResponderEliminarSe estivesse no teu lugar também iria despedir-me da minha cria à escola se ela fosse de fim de semana.
Sentirmos que a nossa vida está nas mãos de um poder tão descricionário é angustiante.
Lamento. Nem sei que te diga, apenas que o assunto não morre na primeira instância. Podes sempre recorrer. Mais: em assuntos de poder paternal, nada é definitivo. Todas as decisões são passíveis de revisão, se mudarem as circunstâncias.
ResponderEliminarDito isto, fé e força. Mas, pelo sim pelo não, vai-te preparando para o pior e para a possibilidade de um recurso. Espero que os depoimentos estejam gravados... estão? Passa em revista toda a documentação do processo (há relatórios da SS, ou lá quem é que os faz?). Pensa. Com calma.
E a Ana C tem toda a razão: olha que o estupor de quem me divorciei não era o fulano com quem me casei. Nestas é que se vê quem é quem.
Fiquei agora tão triste:(
ResponderEliminarNão estava à espera deste desfecho. Custa perceber que há tanta injustiça por aí.
Sentir que o que sentimos, pensamos, fazemos e dizemos é deturpado é do pior que pode haver.
mas não penses o pior, porque isso são profecis que se auto-cumprem. Tenta acreditar, continua a tentar acreditar.
Qualquer apoio que precises estou aqui.
Beijo grande
Estou completamente sem palavras... somente te digo que ninguém tira um filho a uma mãe, a não ser por algo muito grave - de que já falámos... um beijinho grande de força, muita força... estou e estarei sempre por perto, para o que der e vier.
ResponderEliminarVamos ter calma, sim, pequena?! Tenho a certeza que as alegações do teu advogado, juntamente com toda a produção de prova possível, afastarão essa possibilidade de o exercício das responsabilidades parentais ser atribuído ao pai, com mero direito de visitas teu. Calminha!
ResponderEliminarBeijinhos*
Crente,
ResponderEliminarcusta tanto ler estas coisas. Não quero acreditar que te tirem a guarda do menino.
Agora bloqueei ao ler isto... Nem sei mais o que te diga, apenas que ainda não está decidido e, como refere a Madame Pirulitos, pensamento positivo!
Força!
Mas que chatice. Que raio de juíza é essa afinal? Não podes fazer uma reclamação dela e pedir outra? (Digo eu que não percebo nada de direito.) Beijo
ResponderEliminarBoa sorte!
ResponderEliminarMuita força.
Beijinho*
Não desanimes!!!!!
ResponderEliminarFORÇA!
Querida Crente, lamento o sucedido. Apesar de não quereres falar mais sobre o assunto aqui, espero que continues a ter força para lutar, pelo que consideras justo.
ResponderEliminarBeijinhos.
bom, não acompanho esta tua situação e que quando se lê algo assim acho que não há realmente palavras para comentar o que quer que seja.
ResponderEliminarboa sorte. acho que vais mesmo precisar de muita pelo que disseste.
Agora fiquei com o coração mais do que apertado. e só me ocorre dar-te um abraço forte e dizer-te que vai correr tudo bem. beijinhos.
ResponderEliminarUma coisa é certa: tem tudo a ver com o juiz(a) em questão, pois eu já vi exactamente o oposto, apesar de que, na Bélgica senti-me tão injustiçada quanto tu...mas ok!
ResponderEliminarApenas sei que eu é que tenho a guarda dos meus filhos e eles estão é comigo!
Agora tu não desesperes, vais ver que mais cedo ou mais tarde a justiça aparece... acredita!
Beijocas super doces****
Como mãe, sinto a tua dor e preocupação, mas estou CRENTE nesta força positiva e na decisão favorável da juíza.
ResponderEliminarBeijinhos e força.
Chiça!! Que cena.
ResponderEliminarNão imaginava.
Boa sorte, Crente.
Olá Crente, como te disse em posts anteriores há bem pouco tempo tive uma conversa com uma advogada a respeito dessas decisoes... sinceramente o que ela me disse foi: NINGUEM tira um filho a uma mae sem que esteja provado que a mãe é uma má mãe... má mãe mesmo... inclusive a advogada disse que longe do que seria de esperar, até prostitutas podem ser consideradas boas mães. Ela disse-me que apesar da lei ter mudado um pouco, há muito poucos tribunais inclusivé que concordam até com a custodia conjunta... os tais 15 dias para cada um... segundo ela, este procedimento foi importado dos States mas neste mmto esta provado que nao é em beneficio da criança. Assim, a não ser que a mãe nao queira ou não tenha mesmo condiçoes para educar a criança, esta NUNCA é retirada da mãe. O que eles podem impor sim, se por acaso verificarem que podes estar a proibir o pai de ver o filho é "obrigar-te" a seres tu a fazer as viagens para entregar a criança ao pai... digo eu...mas isso já nao sei... so sei o que me disseram que foi e repito... palavras dela... "até hoje e já tenho mtos anos disto nunca vi uma criança ser tirada à mae em nenhuma circunstancia a nao ser que fosse PROVADO que era uma má mãe e não dava as condiçoes minimas à criança... " Não me parece que seja o teu caso. Sinceramente eu se fosse a ti, mudava de advogado e mais... mudava de tribunal... para que saibas podes pedir para mudar de tribunal (eu ouvi um telefonema acerca disso da minha advogada).
ResponderEliminarBjs
Rita